
O Brasil tem 10% da população ativa com mais de 60 anos. Em 2050 terá 30%. Essa informação vem do V Fórum de Longevidade, que integrou a Organização Bradesco, pesquisadores, médicos, executivos - São Paulo, agosto 2010. Conforme Marco Antônio Rossi, presidente do Grupo Bradesco de Seguro e Previdência, desde 2006 a população brasileira com mais de 60 anos já aumentou em 2,6 milhões de indivíduos. Um crescimento de mais de 14% enquanto outras faixas da população crescem a 3%.
O Fórum também estabeleceu noções diferentes quanto a envelhecer e tornar-se longevo. Nas palavras do diretor do Okinawa Research Center for Longevity Science e pesquisador do Okinawa Centenarian Study, Makoto Suzuki “vida longa á apenas uma vida de muitos anos, longevidade é ter uma vida longa, mas com saúde e qualidade de vida. Ser longevo é acumular bons momentos de vida e esse é o meu desejo a todos”. Para se chegar lá, alimentação saudável, trabalho, família, religiosidade e alegria de viver são fatores responsáveis por essa longevidade. Quanto à alimentação, não é somente importante alimentos saudáveis, mas também de que maneira são preparados: sem gordura, com pouco sal e gordura, nada de enlatados ou embutidos e manteigas. O trabalho mantém a mente ocupada e faz com que a pessoa com mais idade continue se sentindo útil; as relações familiares e as amizades fortalecem o emocional; a religiosidade e o respeito aos antepassados são o combustível para enfrentar a vida com fé, alto astral e otimismo.
Este foi o viés confirmado por outras personalidades que debateram como Jill Taylor, neurocientista norte-americana: “A longevidade e envelhecer com saúde têm a ver com as decisões que tomamos toda a nossa vida”. Citação ratificada por Emílio Moriguchi, professor do Instituo de Geriatria da Unisinos, que afirma - não é o material genético que ajuda no envelhecimento ativo, com qualidade de vida, mas sim o estilo de vida.
Já Contardo Calligaris, doutor em psicologia clínica, psicanalista e colunista da Folha de São Paulo, disse que o envelhecimento da população por força das conquistas científicas é, hoje, uma realidade global. A longevidade é a capacidade de contar a própria vida e dar a ela um sentido. “é preciso pensar na vida como uma aventura a ser contada”. Para a geriatra e gerontóloga Andrea Prates, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou, em 1999, o conceito de envelhecimento ativo e realçou que “para chegar ao envelhecimento ativo é preciso ter uma boa genética, capacidade funcional para desempenhar atividades como comer, pegar ônibus, pagar contas, boas condições de moradia, apoio social, trabalho e renda. É preciso ter boa saúde mental, autonomia e resiliência.”
Segundo o presidente da Organização Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, as conquistas da ciência e dos diversos setores da economia na ampliação da qualidade de vida, bem como acesso à informação, permitiram a todos viver mais e melhor, o que, por outro lado, constitui importante desafio para o setor de previdência como um todo. “Temos, cada vez mais, de adotar ações sustentáveis para asseguramos o envelhecimento ativo e saudável de toda a população.”
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Fonte: Informe Publicitário O Brasil Amadurece. Revista Época, São Paulo, Editora Globo S.A., edição Nº 645. Setembro de 2010.
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