segunda-feira, 18 de abril de 2011

Emotional Branding

Criador do conceito emotional branding, e do livro que recebe o mesmo nome que se tornou best-seller, traduzido em 17 idiomas, Marc Gobé esteve em Porto Alegre para participar do TEDx laçador do mês de abril. Em uma entrevista concedida à Zero hora, Gobé fala sobre o comportamento do consumidor ao adquirir um produto.

Para Gobé sempre compramos por razões emocionais, a compra em si é emocional. Quando compramos uma roupa, sempre queremos dizer algo como, poder, estilo, apoio a uma causa, ou somente quanto de dinheiro você tem. Se as marcas perceberem os objetivos que as pessoas compram, conseguirão atingir as expectativas do consumidor. Gobé cita as redes socias como ferramenta de aproximação da marca com o consumidor, entretanto, muitas empresas não conseguem utilizar de forma eficiente as ferramentas que as redes dispõem, e com isso não conseguem fazer a aproximação necessária para entender realmente seus consumidores.
Por outro lado, Gobé comenta que com a revolução das redes sociais, as empresas acabaram perdendo o controle de suas marcas nesse meio, hoje em dia os consumidores estão vendendo produtos uns aos outros, estão dividindo experiências nessas redes, e por conta disso, as empresas precisam ser mais abertas, aderir mais a esse novo comportamento do consumidor. O que na realidade não está acontecendo, as empresas estão muito atrasadas em relação a isso, Gobé diz que 40% do que é dito no Facebook e Twitter são sobre marcas e que elas precisam saber o que seus consumidores estão falando e para quem. As marcas tradicionais ainda não conseguiram compreender o verdadeiro significado das redes sociais – um espaço de conversação e compartilhamento - para Gobé a maioria delas acha que as redes sociais são a nova televisão. As empresas precisam entender que se as pessoas não compartilharem as informações que as marcas colocam nas redes sociais, essas não tem nenhuma importância.
Gobé cita como exemplos de empresas que fazem o bom uso do emotional branding, no caso o Twitter, Facebook, Google, Apple, que são marcas tipicamente de internet. E o motivo é que essas empresas estão realmente mudando o mundo. “Veja tudo o que aconteceu recentemente no norte da África (revoluções populares no Egito e na Líbia). Isso só foi possível por causa do Twitter e do Facebook.” – Marc Gobé Já como exemplos brasileiros, Gobé menciona a Natura e a Havaianas. Além de dizer que algumas marcas globais poderão ser criadas se explorarem esse lado positivo do Brasil.
Outro ponto levantado por Gobé foi à utilização do conceito para a divulgação e promoção de cidades, segundo ele, os novos centros de economia não serão mais os países, mas sim cidades, como São Paulo, Nova Iorque, Londres e Tóquio. Cada vez mais cidades como essas tem tentando atrair mais marcas e empresas, e isso só pode ocorrer se as pessoas se sentirem a vontade na sua cidade. “A imagem de uma cidade não vem de um logotipo ou uma campanha publicitária, vem do investimento para criar boas experiências para quem vive nela e para quem você quer que venha morar.” - Gobé
Fonte: Zero Hora, Porto Alegre, 17. Abril. 2011

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